Sonhos




Esta noite eu tive um sonho

Que me tirou o sono

Tive um sonho pequeno

Tão grande era o veneno


Acordei-me incendiado

Com o olhar todo marejado

Se meus sonhos forem assim

O que há de ser de mim?


Não quero voltar a sonhar

Como eu sonhava antes

O mesmo sonho que me cansa

Que me tira o sono e a esperança


Este sonho, como um sonho velho

De anos que tenho e não sei

Se meus sonhos por alguém eu dei

Não sei se sonhar é paz para o coração


Acordar-me cheio de vermelhidão

Por onde pesam as palavras minhas

Em um sonho de lembranças sozinhas

Não quero mais sonhar esta visão


Contradição dos meus sonhos irreais

Que me acordam frio na noite

E hoje acordei afoito ainda que fosse

Mais um dos meus mundos ideais


Estes sonhos me perseguem?

Se com eles sonhei há tanto tempo

E hoje de novo a sonhar mais uma vez

Com aquilo que há tempo se desfez


Meus sonhos tão sozinhos neste mundo

E ainda assim a sonhar incontáveis horas

A aguardar que no brilho das auroras

Meu peito se esqueça por um segundo


Mas meus sonhos me perseguem o fim

Daquilo que eu queria matar em mim

Sepultado para sempre, canto de marfim

Para não reviver algo sonhado assim

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© 2020 por Emmanuel Prado. 12744671606

R. Tabajaras, 1026. Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.

A entrega dos livros pode variar de acordo com o endereço solicitado.