Espada



E como a lâmina de aço

Da solidão que despedaço

Como o fio de luz prata

Da espada, linha prateada


Caminho de arma embainhada

Com um fio de lâmina guardada

Como as palavras que não falo

Como da espada fincada ao talo


A lâmina que em mim carrego

É a mesma espada de fio cego

Pois é aquela que corta a alma

E não apenas a carne tão frágil


Para brandir lâmina tão calma

É preciso ser espadachim ágil

Pois corta como vento preciso

As armas de meus inimigos


A lâmina não é de pedra afiada

Mas é rígida e forte como rocha

Arma que ao combate é fadada

Como maleável igual água


Lâmina que carrego no coração

Guardada em ferimentos meus

Uso-a para a mim mesmo combater

Da solidão dos pensamentos teus


Vivo e caminho com a espada

Que está em minh’alma cravada

Presa firme, corta como navalha

As linhas de minha própria forma

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Foram dias sem poemas para mim Sem pensar em versos e assim Foram dias a correr no tempo Sem pensar em coisas um momento E foram dias bons e serenos dias E não houve tristeza ou alegrias E assim foram

Hoje ponderei sobre o meu ser Minha delicadeza excessiva Minha saudade expressiva Quanta tristeza a saber E hoje eu pesei tantas palavras Dolorosas e vazias Incertezas tão perenes Na frieza destas sir