A Bela e a Fera



Como um olhar de delicadeza

A dama viu no monstro beleza

Cantou-lhe com a voz de doçura

A sua vontade ainda mais pura


Correu no coração dele profundo

As miudezas de seu triste mundo

Olhou-o com a face singela

E era assim, criatura mais bela


O monstro era tal qual a Fera

Ela, tão meiga e gentil que era

O monstro sem saber o que fazer

Contemplando a ternura deste ser


Ela tirou-o num passo para dançar

Ele com suas mãos desajeitadas

Naquela música de amor para tocar

Entre duas almas distintas separadas


Como o perfume de uma linda flor

Cada um com seu olhar tão cheio de cor

Um tão monstro mais ainda quanto era

E a outra, mais Bela do que qualquer Fera

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Foram dias sem poemas para mim Sem pensar em versos e assim Foram dias a correr no tempo Sem pensar em coisas um momento E foram dias bons e serenos dias E não houve tristeza ou alegrias E assim foram

Hoje ponderei sobre o meu ser Minha delicadeza excessiva Minha saudade expressiva Quanta tristeza a saber E hoje eu pesei tantas palavras Dolorosas e vazias Incertezas tão perenes Na frieza destas sir