Fogo



Posto numa única chama amarela

Corada como a lembrança viva

A labareda que é toda clara e altiva

Lembrança do calor do olhar dela


O vento sobre o fogo é suave brilho

Bruxuleante delicado em farfalhar

Nas sombras, uma claridade estalar

Melodia doce de um pequeno estribilho


A chama queima lentamente, lentamente

O movimento é lento, cheio de ardor

Como queima no peito, a flâmula de amor

Incendiário, forte, saudoso, delicadamente


Labareda que sobe e desce, sobe no ar

Suave lembrança dela a se queimar

No tempo de memórias já passadas

Em horas de solitudes disfarçadas


O calor é conforto para o frio noturno

O brilho é abrigo do escuro tão soturno

E o fogo é como viva, luminosa recordação

De queimar por ela meu próprio coração

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Foram dias sem poemas para mim Sem pensar em versos e assim Foram dias a correr no tempo Sem pensar em coisas um momento E foram dias bons e serenos dias E não houve tristeza ou alegrias E assim foram

Hoje ponderei sobre o meu ser Minha delicadeza excessiva Minha saudade expressiva Quanta tristeza a saber E hoje eu pesei tantas palavras Dolorosas e vazias Incertezas tão perenes Na frieza destas sir