Arma



Eu quis ser teu poeta

E numa poesia de nada

Com a tua alma armada

Não pude fazê-la completa


Meus versos não foram

Suficientes nem serão

Se as armas de tua alma

Não guardares, sem trauma


As armas de minha alma

Já guardei-as e tranquei

Todas elas eu sufoquei

E restou serena calma


Eu quis te escrever poema

Da alma em cruz serena

De penitência tão vazia

De querer tal guerra fria


Não lhe venho ao combate

Não preciso deste embate

E ainda assim eu a amo

Pois de poeta eu me chamo

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Foram dias sem poemas para mim Sem pensar em versos e assim Foram dias a correr no tempo Sem pensar em coisas um momento E foram dias bons e serenos dias E não houve tristeza ou alegrias E assim foram

Hoje ponderei sobre o meu ser Minha delicadeza excessiva Minha saudade expressiva Quanta tristeza a saber E hoje eu pesei tantas palavras Dolorosas e vazias Incertezas tão perenes Na frieza destas sir