Solidão

A vazia noite esvai

A Lágrima me cai

Das dores lamentei

Por tudo que chorei


Na escuridão eu vejo

Como um lampejo

Sua face distante

Melancólica, amante


Ela me observa

Com olhos grandes

Olhos brilhantes

De cores vibrantes

Sua feição é doce


É como se fosse

Calorosa e delicada

Vendo tristeza derramada

Seu olhar é penetrante


Eu me perco neste instante

De não poder sentir senão

Vazio em meu coração

Sua voz é fria e amorosa


Não é voz rancorosa

Das penas da Solidão

Ela, só e eu, então

Amante dos amantes


Aquela que cuida

Dos solitários e sós

Com seu manto vermelho

Eu vejo em seu olhar


Nada além de um espelho

Que reflete o meu vazio

Dele, só Solidão vê

Solidão sabe e acompanha


A dor que é tamanha

De viver só, por si só

Na garganta um nó


Soluços e arrepios

Seus abraços causam

Nada mais que vazio


Seu abraço, Solidão

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© 2020 por Emmanuel Prado. 12744671606

R. Tabajaras, 1026. Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.

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