Doçura


Sou doce quando digo a verdade

Ainda que esta seja pouca a dizer

E ainda que eu não saiba a realidade

Meus poemas por mim irão viver

Chegará um tempo em que serão memórias

Passados os anos de minha juventude

Onde me rememoro das visões da longitude

Dos caminhos de minhas histórias

Que seja agora e eternamente passado

As dores que vivi e os amores que amei

E que meus poemas sejam como a vida

Das mais doces obras que já contei

E eu sonho com um fio vermelho no coração

A ligar minha alma às belezas do mundo

E se este lugar de poesia for assim fecundo

Haverá de brotar flores no fim desta estação

E se meu mundo florescido, crescido se revelar

Ah, a doçura do mundo, com o mel sacralizar

Se o mundo for-me doce como meus poemas

Serei a alma mais feliz destes meus temas

E meus poemas são tudo para mim

São o que restam no meu coração sem fim

São as notas mais delicadas da minha vida

São a chegada, e jamais a triste partida

E se parto-o em palavras, como dá-lo à luz

Ao poema tão doce, de ternuras que me conduz

Serei eternamente um algodão a pairar no céu

A relembrar as visões da vida deste mundaréu

E o mundo que é redondo, plano, grande mundo

Aquele mundo que vejo na doçura do meu olhar

Hoje tão cheio de ternura a se revelar, para sempre

As visões de que nutri meu peito, agora, por primeiro

13 visualizações

© 2020 por Emmanuel Prado. 12744671606

R. Tabajaras, 1026. Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.

A entrega dos livros pode variar de acordo com o endereço solicitado.