Amor Só






Amor mudo, que não sabe falar

Amor cego, que não vai me enxergar

Amor surdo, que jamais me escutará

Que amor é esse, que não sabe amar?


Meu peito é inchado e delirado

Das dores que não sei narrar

Mas que Amor tão duro, mármore

Amor esquecido, que não se demore


Mas que tristeza profunda a farfalhar

Meus olhos que navegam tempestades

Minhas pálpebras se fecham no esvoaçar

Das incertezas que não sei me encontrar


Mas que Amor vazio, distante de mim

Amor sem fim, razão que nele não há

Amor que eu não sei mais de onde amar

Amor tecido e rasgado na malha de cetim


Amor cansado, debruçado na sacada

Amor de aurora, que morre na luz solar

Amor derramado, na solidão a despencar

Amor amargo, numa alma estraçalhada


“Você vai me deixar te amar?”

Amor que não quer poetizar

As lonjuras do meu caminho

Amor que é só, tão sozinho


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Foram dias sem poemas para mim Sem pensar em versos e assim Foram dias a correr no tempo Sem pensar em coisas um momento E foram dias bons e serenos dias E não houve tristeza ou alegrias E assim foram

Hoje ponderei sobre o meu ser Minha delicadeza excessiva Minha saudade expressiva Quanta tristeza a saber E hoje eu pesei tantas palavras Dolorosas e vazias Incertezas tão perenes Na frieza destas sir